
As rosas estão intimamente ligadas à vida e à espiritualidade de Santa Rita, especialmente a um milagre ocorrido próximo ao fim de sua vida. Conta-se que, no inverno rigoroso da Itália, Rita pediu a uma parente que lhe trouxesse rosa e figo de seu antigo jardim em Roccaporena, povoado onde nasceu e viveu grande parte de sua vida. A mulher considerou impossível atender a esse pedido naquela época do ano, mas ao chegar no jardim ficou surpresa ao encontrar uma bela rosa florescendo em meio à neve e dois figos maduros em uma figueira congelada. Esse evento simboliza o amor de Deus por Santa Rita e é interpretado como um sinal de sua intercessão e graça. As rosas também representam o sofrimento transformado em beleza e a esperança diante das dificuldades.
Por isso, na devoção popular, as rosas são usadas para pedir milagres ou agradecer bênçãos por sua intercessão. Na celebração litúrgica de Santa Rita, é comum a bênção e a distribuição de rosas como um gesto de fé, evocando esse milagre e a espiritualidade da santa. Já os figos simbolizam a abundância de graças e os frutos espirituais que brotam da fé e da obediência a Deus. Esse episódio mostra que Deus não apenas atende às necessidades espirituais, mas também pode suprir necessidades humanas simples, como alimento, em momentos inesperados.
Por este motivo, o Santuário das Rosas é assim conhecido, pela quantidade de rosas que temos em nossos jardins, pelos devotos que trazem suas rosas em gratidão a Santa Rita de Cássia, que posteriormente - quando murchas - tornam-se pétalas bentas e são distribuídas aos devotos nas quintas-feiras e todo dia 22.